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terça-feira, 29 de novembro de 2011

Boas práticas Logísticas

Unitização de cargas – uma boa prática logística.


O processo de globalização da economia impôs a todas as empresas, dos mais distintos portes e segmentos de indústria, uma nova postura que permitisse o atendimento das necessidades de clientes cada vez mais exigentes. O esforço das empresas deve ser focado na tarefa "hercúlea" de entregar o produto certo, na hora certa, no local certo, nas condições e custos acertados. Entre as diversas áreas que se mostraram estratégicas ao cumprimento desta missão, tem-se a logística, que, por meio dela, se consegue, pelas suas melhores práticas, alcançar níveis de serviços compatíveis às expectativas dos clientes e que podem ser bancados pelas organizações.

Dentre estas práticas, uma deve ser entendida com fundamental – a unitização de cargas. Unitizar cargas significa tornar única uma série de mercadorias de pesos, tamanhos e formatos distintos, permitindo assim a movimentação mecânica desta unidade. Dentre as principais formas de unitização de cargas temos a paletização, e a conteinerização.

O palete (ou pallet em inglês) é o unitizador empregado para a união das mercadorias na paletização. Existem paletes dos mais diversos materiais e dimensões, sendo que os mesmos são criados tendo em mente o princípio da adequação ao uso (por exemplo para aviação são leves – de alumínio; para a indústria metal-mecânica mais robustos, para a alimentícia, de bebidas e farmacêutica – de plásticos; das mais diversas configurações).

Isso gera a existência de uma enormidade de tipos o que provoca problemas para as empresas no que tange a sua gestão. O palete nada mais é do que um estrado de madeira, (é comum vermos em lojas de varejo estes paletes contendo fardos de refrigerantes) dotado de resistência mecânica e entradas na parte inferior que permitem a acoplagem do equipamento de movimentação. Tentando organizar e facilitar a gestão destes unitizadores foi desenvolvido por entidades envolvidas no setor (ABRAS, ABML, instituições de ensinos entre outras) o projeto dos chamados paletes PBR1 e PBR2. A idéia básica da iniciativa é a normatização do setor.

Existem também empresas que hoje prestam serviços para os usuários de paletes – são responsáveis pelo dimensionamento, entrega, retorno (logística reversa), manutenção e ao cumprimento de todas as exigências a que forem submetidos seus clientes (exemplo a australiana CHEP e a brasileira Palete do Brasil). A existência de "pool de paletes" é outra alternativa muito empregada na Europa – os envolvidos em determinado segmento de negócios que trabalham com paletes, se reúnem e acertam as regras relativas ao uso deste unitizador, com o intuito de permitir a otimização do uso dos mesmos. É interessante citar o uso de paletes chamados "one way" principalmente nas práticas de comércio exterior – o palete é descartável.

Existe também a necessidade do cumprimento de algumas normas como por exemplo a NINF15, que visa garantir a segurança sanitária das operações.

Algumas empresas, hoje já alinhadas com o pensamento do "ecologicamente correto", exigem também o certificado de origem do material do empregado para a construção do palete (a madeira deve ser de determinada espécie e, oriunda de reflorestamento). Dentro desta legítima preocupação com o meio ambiente e a escassez de recursos, verificamos hoje o estudo e aplicação na confecção de paletes de materiais recicláveis e alternativos, tipo o bagaço de cana, aparas de papel da indústria de celulose, entre outros.

O uso da paletização permite uma série de vantagens, tais como: otimização dos espaços em armazéns, fábricas e caminhões; redução no tempo e custos de movimentação; redução de acidentes pessoais; redução no tempo de operação de carga e descarga; redução nos furtos; simplificação no controle de inventários; diminuição de danos nos produtos, entre outros. Pesquisa realizada pelo movimento ECR Brasil entre diversas empresas apresentou alguns dados que confirmam as informações acima: 38% das empresas obtiveram redução de avaria nos diversos processos através da unitização em paletes; 57% das empresas obtiveram redução de extravios; 54% das empresas obtiveram redução de acidentes de trabalho e 76% delas obtiveram aumento de produtividade.

O outro unitizador mais empregado é o contêiner (container em inglês). O contêiner tem sua origem na década de 50 e já, em 1956, a empresa de navegação Sealand fez o primeiro transporte de contêiner, embarcando em um navio, 58 unidades. Em 1957, tem-se notícia do início de operação do pode ser chamado o primeiro navio porta-contêiner com capacidade para 226 unidades.

Especialmente e, principalmente, utilizado no transporte marítimo, o contêiner é um recipiente construído em aço, alumínio ou fibra, criado para o transporte unitizado de mercadorias e suficientemente forte para resistir ao uso repetitivo. Normalmente é fabricado em dois tamanhos, 20 pés (6 metros) e 40 pés (12 metros). Existem contêineres para todos os tipos de cargas possíveis: carga sólida – de diversos tipos e tamanhos, gasosa, líquidos, carga viva.

Neste sentido é interessante observar a necessidade do desenvolvimento do projeto que definirá a viabilidade ou não da utilização da unitização de carga – isto vale para todos os tipos de unitizadores, uma vez que, teoricamente, é possível unitizar qualquer tipo de carga, sendo que a análise do "trade-off"é que definirá o uso ou não da mesma.

Existem diversos tipos de contêineres sendo os mais comuns os seguintes: dry, reefer, ventilado, open top, tanque, granel sólido, livestock,. térmico. Eles apresentam também uma série de vantagens, tais como: permitir a operação independente das condições atmosféricas/tempo, aumento da segurança física dos produtos – roubo/avarias/perdas; operações de carga e descarga mais rápidas; diminuição dos custos de transportes entre outras.

É possível afirmar que a criação e uso do contêiner é, sem sombra de dúvida, o evento mais marcante do comércio mundial. Seu emprego permitiu o incremento das trocas comerciais entre as nações, propiciando a evolução e o desenvolvimento da economia dos países.
A seu reboque veio o desenvolvimento de navios especializados, bem como equipamentos nos portos (empilhadeira, guindaste, portainer, transtainer entre outros) que permitiram, com o passar do tempo, cada vez mais aumentar o volume de movimentações em terra – com operações seguras, associado à redução de custos operacionais e ao aumento da confiabilidade que fazem com que o comércio entre as nações seja impensável sem tal equipamento – sua majestade, o contêiner.
 
 

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